Estamos às vésperas do apocalipse, marcado pelo nascimento do anticristo, há onze anos. O anjo Aziraphale e o demônio Crowley estão tempo demais no mundo mundano para querer que restaurantes descolados, livrarias antigas e vinhos caros acabem de uma hora para outra, só porque é dada a hora da Grande Batalha do Bem contra o Mal. Sendo assim, ambos decidem trabalhar juntos para influenciar o filho do demônio, cada um do seu jeito, para que, talvez, o fim do mundo não aconteça. O problema é que eles passam 11 anos cuidando da criança errada. Agora, na iminência da destruição, eles precisam não só encontrar o verdadeiro Adversário como impedir que ele extermine a existência da Terra.

Não é só o mundo “invisível” que sabe que estamos indo para a perdição: Anathema Device, descendente da bruxa vidente Agnes Nutter, também sabe que o fim está próximo e que também precisa deter o anticristo e vai contar com o descente do homem que queimou sua ancestral, Newton Pulsifer, para isso.

Para completar, o Grande Adversário de todo esse pessoal aí (e nosso também, não é mesmo?), aquele que trará morte, desespero e destruição para toda a Terra é só um garotinho de 11 anos, que tem como aliado e seu cachorrinho Cão.

Logo que acabei de assistir a Good Omens (Belas Maldições), perguntei no Twitter:

 

A melhor resposta que tive foi do querido Valdir Fumene que disse “Euuuuuuu, vi tudo e quero casar com aquela série”, e hoje faço dela também a minha. Poderia listar vários motivos para todo esse amor: Michael Sheen como o anjo Aziraphale (ao modo daqueles anjos renascentistas fofos), David Tennant como a própria serpente do paraíso (é sério, ele não caminha, serpenteia) vivendo Crowley, todas as referências a Doctor Who (sim, são muitas!) ou a relação de Adam (o temido anticristo) com seus amigos e o Cão, mas o maior deles é, sem dúvidas, o texto baseado no livro homônimo.

Não sei exatamente como o livro foi escrito, mas tenho um palpite. Sei que parece meio pedante, mas você irá entender o que quero dizer.

Belas Maldições foi escrito à quatro mãos por Terry Pratchett e Neil Gaiman. De Gaiman, possivelmente, veio com o enredo. Ele sabe lidar com histórias mitológicas como ninguém. Agora o humor ácido e o sarcasmo, esse com toda certeza, é de Pratchett. E é esse sarcasmo, essa confusão entre “estamos fazendo algo sério aqui, o mundo está acabando” e “Deus adora ‘A Noviça Rebelde’. Você quer passar a sua eternidade ouvindo ‘The sound of music’?” que faz toda a diferença!

Se você gosta de Monty Python e Douglas Adams, não sei porque você ainda não começou a assistir essa série!

https://www.youtube.com/watch?v=2ZSXlNRRoGU

Good Omens estreou em maio/2019 e está disponível no serviço de streaming Prime Vídeo em seis episódios. Foi escrita por Neil Gaiman e dirigida por Douglas Mackinnon.

1 Reply to “O mundo vai acabar e salve-se quem puder!”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *