Conhecido do público geral, principalmente, por suas histórias de robôs, o russo Isaac Asimov  – que completaria 100 anos em 2 de janeiro de 2020 – foi a mente que melhor previu o mundo como o conhecemos hoje.

Durante uma entrevista para o jornalista Bill Moyers, Asimov descreve quase que perfeitamente o que seria a Internet e o impacto ela teria em nossas vidas. Ele o fez 20 anos antes do auge da tecnologia, em 1988.

Depois que assisti a essa entrevista fiquei pensando que se eu estive  no lugar de Bill Moyers teria perguntado sobre o fim da humanidade, já que ele acreditava que o computador não nos desumanizaria. Depois lembrei que não precisaria perguntar nada, ele já tinha escrito algo sobre “o fim do mundo” e se chamava A última pergunta.

A última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma.

The last question ou  A última pergunta foi um conto publicado em coletânea homônima em 1956. Nele dois assistentes do supercomputador Multivac – Alexander Adell e Bertram Lupov – , em meio a comemoração por terem conseguido capturar e converter a energia do sol em escala mundial, começaram a conjecturar em quanto tempo essa energia acabaria. O Sol seria eterno? Essa energia seria eterna? Não, não seria, mas quando acabaria? Se você tem um supercomputador para responder isso, o que você faz? Pergunta! Então, eles perguntaram: “(…)A quantidade total de entropia no universo pode ser revertida?” Depois de algum tempo processando, Multivac apresentou sua resposta:

DADOS INSUFICIENTES PARA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.

No dia seguinte, de ressaca, nenhum deles lembrava mais do ocorrido.

A mesma pergunta foi muitas vezes feita no decorrer do tempo e de períodos distintos de desenvolvimento da humanidade, sempre obtendo a mesma resposta “dados insuficientes para um resposta significativa” até que… Bem, essa você terá que ler, para não estragar toda a experiência e poesia.

E já que estou falando sobre contos mais filosóficos de Asimov, outro digno de nota- e que não tem uma palavra sobre robôs – é a A última resposta (a criatividade para nomes talvez não fosse sua maior qualidade ). Nele a personagem Murray Templeton morre e se encontra com um ser bastante egoísta… Possivelmente Asimov não seria uma pessoa muito popular hoje em dia…

 

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