Capacita MDT

#CapacitaMDT – Expert: Do Watterfall ao Scrum

A primeira semana do Capacita MDT – Expert  começa conceituando os métodos ágeis, apresentando os termos e ciclos, mais especificamente aqueles que utilizamos no Scrum. Mesmo sabendo sobre o que se falaria, não consegui simplesmente pular esses tópicos, o que se mostrou ser uma grata surpresa: eu teria ficado muito brava em perder o primeiro – de muitos! – memes do curso. O Bruno explicou tudo de forma clara, leve e super divertida. Nunca mais vou ouvir Watterfall sem pensar no Pica-Pau.

Gestão de projetos – meu pequeno histórico

As empresas nas quais trabalhei antes da bolha da internet não tinham uma preocupação real com gerenciamento de projeto e, sim, era uma bagunça. Depois disso veio a consolidação da metodologia Watterfall que trazia um pouco mais de rigidez aos processos, uma vez que as fases de requisitos, design, implementação, verificação e manutenção deveriam ser religiosamente cumpridas. Os projetos de desenvolvimento passaram a ser mais realistas, sem grandes surpresas entre a concepção e a entrega.

A rigidez que ajudou a estruturar os projetos, porém, também foi o motivo que fez com que essa forma de gestão fosse posta em xeque. Os longos períodos das fases preliminares e a não equalização das expectativas do cliente (que só passava da abstração para algo mais concreto na implementação do projeto) somados ao acompanhamento superficial daquilo que se era desenvolvido (uma vez que não se existia a cultura de pequenas entregas) fez com que, na empresa que estava na época, questionássemos a eficácia do modelo, ao tempo que os projetos se tornavam cada vez maiores, tamanho proporcional às frustrações, tanto do solicitante quanto da equipe. Na época decidiu-se então mudar a forma de gestão para alguma metodologia ágil.

Mudanças de cultura dentro do ambiente coorporativo podem ser traumáticas, porém a implementação do Scrum e do Kanban não teve resistência dos desenvolvedores – que se acostumaram facilmente tanto com as reuniões diárias (dailys scrum) quanto com a temida estimativa de tarefas (em que utilizava-se do planning poker) – ou de qualquer integrante do time de tecnologia, mas sim da área comercial. A pergunta mais frequente era “como vender algo que fica pronto aos picados?” mesmo com conhecimento do conceito de MVP (Produto Mínimo Viável) constantemente frisado e sempre desmentido como sendo um protótipo ou um tipo de solução temporária, menor. A aceitação só aconteceu com a saída do head comercial.

Algumas pessoas acabam virando catequizadores de suas preferências. Conheço desenvolvedores que viraram pastores do deus Java e designers que devem ascender velas para a entidade Adobe e acho que é isso que atravanca a mudança. Abrace e defenda suas ferramentas, mas enquanto elas continuarem relevantes para o seu trabalho. Não tenha medo de trocar o martelo de cabo quebrado pelo novo porque, se não o fizer, você pode acabar ficando sem um dedo.

Andreia D'Oliveira é professora de robôs 🤖, semi-especialista em HQs 🗯, Leitora contumaz 📚 e Capitã da Frota Estelar 🖖

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